RESENHA: LIVRO A CHAVE DA JUVENTUDE

“De repente, acordei num lugar totalmente estranho. Com uma dor terrível no corpo e na cabeça.” É assim que se inicia a incrível aventura de Lucas no livro A Chave da Juventude, escrito pelo autor Conrado Muylaert, publicado pela Editora Giostri e com 159 páginas de uma fabulosa história.

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SINOPSE: Quando Lucas Lacourt, onze anos, desperta num quarto branco e frio do hospital, descobre, para seu espanto, que deu um salto no tempo e agora tem trinta e oito anos. Enquanto tenta convencer a psiquiatra responsável pelo seu tratamento sobre sua idade real, Lucas tem que li¬dar com situações do cotidiano adulto, dentre as quais reencontrar sua ex-esposa e seu filho, ao mesmo tempo em que conquista sem saber o coração da sua médica. Um livro que mostra como seria um adulto enfrentando os problemas do dia-a-dia utilizando toda a ingenuidade de uma criança, que acredita que a vida deve ter um pouco de mágica.

Lucas é um menino de 11 anos, que acorda em um hospital no corpo de um adulto de 38 anos, sem entender absolutamente nada. Ele começa a explicar a Estelle, sua psiquiatra, que ele está no corpo errado, porém ela o trata como se houvesse uma patologia, um transtorno. Todas as afirmações dela só fazem com que ele sinta cada vez mais raiva, e vontade de sair dali, o afastando do tratamento, mas com sua perspicácia de um garoto de 11 anos, ele logo dribla o tratamento e convence a psiquiatra de que o melhor a se fazer é viver sua vida fora dali.

Ele retoma “sua” vida, ou melhor a vida do outro Lucas, o Lucas velho, que logo ele descobre que é o “eu” dele no futuro (percepção dele). E com todo cuidado ele mede as palavras e atitudes para que as pessoas em que o Lucas velho se relaciona, não percebam que ele é uma criança.

Então, pessoa a pessoa, ele vai descobrindo uma vida adulta, na percepção de uma criança. Encontra a melhor amiga, o melhor amigo, reconstrói uma relação com a mãe, e vai atrás da ex esposa Joulie e do filho Pete, tentando encontrar uma maneira de fazer com que tudo volte ao normal, ou o que ele acha ser normal. E é aí que as coisas começam a se desenrolar, ou se enrolar ainda mais.

Se o Lucas era o velho ou o novo? Isso vou deixar para que vocês descubram, para que vocês conheçam a mágica desse livro, e de todo o conhecimento e bagagem que ele trás e ensina. O olhar de uma criança frente a vida de um adulto, é extremamente rico, nos faz enxergar o quanto nos deixamos envelhecer pela frenesia da vida adulta, e o quanto deixamos que o medo e a insegurança nos determine. Que possamos então ser como o Lucas, que usa o pior e o melhor dos seus sentimentos para ter uma vida feliz, independente se essa é vida que ele queria ter ou não, e que possamos não pensar muito, e sim fazer mais.


Para comprar o livro:

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www.instagram.com/ocodigovital

 

 

 

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RESENHA: O HOMEM QUE VENCEU AUSCHWITZ

“Não me alistei para lutar pelo rei ou pela pátria, embora fosse bastante patriota. Não, eu me alistei pelo simples prazer de fazê-lo, pela aventura. Não tinha a menor ideia do inferno que iria encontrar.” E é assim que se inicia a nossa obra de hoje, O Homem que venceu Auschwitz”, dos autores Denis Avey e Rob Broomby, publicado pela Editora Nova Fronteira, e com 263 páginas de muita história.

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Sinopse: Em 1944, o soldado britânico Denis Avey trabalhava num campo de prisioneiros de guerra próximo a Auschwitz III. Lá, viu a crueldade com que os prisioneiros eram tratados. Indignado com o que via e ouvia, Avey elabora um plano para se infi ltrar no campo de concentração. Em duas ocasiões, trocou de lugar com um prisioneiro judeu, Hans. Para isso, raspou a cabeça e tentou reproduzir nos mínimos detalhes a expressão de fraqueza, o jeito de andar e o sotaque dos cativos. Neste livro, Denis Avey conta como conseguiu vencer Auschwitz e os impactos desse feito em sua vida.

Avey era jovem, e quando se alistou para a guerra, não imaginou tudo que iria ver e passa, porém estava sedento por aventura. Antes de chegar ao que se refere ao título do livro, o autor relata sua passagem pelo deserto, e tantos outros lugares em que combateu durante a guerra, uma aula de história vinda direto dos campos de batalhas. Quando se tornou prisioneiro da Segunda Guerra Mundial, e começou a trabalhar próximo a Auschwitz, ele começou a observar os judeus, e sentiu vontade de trocar com um deles, se infiltrar dentro do campo de concentração, e saber exatamente o que se passava por lá, bolou estratégias, criou contatos, e conseguiu por duas vezes fazer essa troca, e presenciou as cenas mais avassaladoras de sua vida, presenciou a fome, a violência, o cheiro da morte e ela em si.

Mais que isso somente o a narração de Denis Avey, pela escrita de Rob poderá te contar, o que se lê nas páginas desse livro é inexplicável, mas te faz sentir toda a tristeza que todas essas pessoas passaram enquanto se lê o livro. Eu sou apaixonada por histórias do Holocausto, e quem me acompanha aqui sabe disso, mas esse livro superou todas as expectativas, achei Denis um tanto louco no início, mas depois entendi todo o propósito dele. Vale super a pena a leitura.

RESENHA: LIVRO CLUBE DA LUTA

“1ª regra: Você não fala sobre o Clube da luta.” Quero ver quem vai me impedir, eu vou falar sobre esse livro hoje sim. O Clube da luta foi escrito pelo autor Chuck Palahniuk, foi publicado pela Editora Leya, e tem 270 páginas fascinantes.

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SINOPSE

O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acredita ter encontrado uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito. O livro serviu de base para um filme de 1999, procurando adaptar a atmosfera do livro, o mundo caótico do personagem e o humor negro do autor.

O narrador, que não nos informa seu nome, é um homem desiludido da vida, infeliz no trabalho, sem motivação para viver, e que frequenta grupos de apoio a pessoas com câncer, em fase terminal, e algumas outras doenças, na esperança de se sentir um pouco melhor. Em um desses grupos ele conhece Mayla, que assim como ele, finge ter essas doenças para participar dos grupos. Os dois sentem-se incomodados um com o outro, e decidem fazer um acordo, dividir os grupos. Com uma nova lacuna em sua vida, a falta dos grupos, e nesse momento Tyler Durden, melhor amigo do narrador, pede para que ele lhe dê um soco, e eles criam o grupo da luta, inicialmente os dois, porém o clube ganha medidas proporcionais e regras rígidas. As pessoas que participavam do clube não eram “ninguém” nas lutas, eram todos iguais, ninguém deveria falar sobre ela fora dali. E longe dali eram médicos, advogados, estudantes, vendedores, e todo ser humano comum que possamos encontrar por aí, todos querendo um novo motivo pra viver e/ou um lugar para descontar suas frustrações.

Com o crescimento do clube, e a quantidade exorbitante de pessoas que aderem ao movimento, ele se torna quase que uma doutrina, ou talvez se torne de fato uma.  Algumas pessoas serão recrutadas para participar de uma sociedade secreta, além do clube da luta, com missões secretas. O nosso narrador começa a sofrer muito a partir daí. Ele nota a imensa mudança do melhor amigo, Mayla começa a frequentar a casa em que eles moram junto, nutrindo um romance com Tyler e uma estranha relação com nosso narrador.

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O resto eu deixo para que vocês descubram. Eu sempre quis ler este livro, porém sempre adiei, e acabei não vendo o filme. Foi um livro muito indicado pelos professores durante minha faculdade, mesmo assim deixei ele para trás, e não me arrependo, acredito que li ele quando deveria ler. Eu achei o contexto incrível, sou extremamente apaixonada por histórias que contam um pouco sobre saúde mental, e esse livro fala disso o tempo todo, desde depressão, suicídio, transtornos de personalidade, estresse relacionado ao trabalho, entre outro. É um livro um tanto antigo, publicado pela primeira vez em 1996, porém fala de uma sociedade doente, ansiosa e descuidada consigo mesma, extremamente atual. É claro que o livro fala de uma história fictícia, ou não, mas é um alerta para que não deixamos que o estresse do dia-a-dia nos leve ao extremo.


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RESENHA: LIVRO UM EDUARD

Um livro que mistura todos os sentimentos? Que te faz ter raiva, pena, compaixão e aflição? Vamos falar sobre ele hoje, Um Eduard foi escrito por Luciano Quemello Borges, publicado pela Editora Papirum, e tem 173 páginas.

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Eduard é um homem manipulador, mentiroso, e que tem uma compulsão extravagante, sair com mulheres, gastar com motéis, prostitutas e bebida, o que vem levando ele a problemas financeiros. Ele então decidiu procurar Claire, uma psicóloga, para iniciar um tratamento, com a queixa principal de não conseguir mais amar.

Eduard dificultava muito as sessões, com um sigilo que muitas vezes prejudica a evolução de um paciente, ele entendia que tinha traumas, mas apenas queria uma solução sem mostrar a história real, o que realmente acontecia em seus pensamentos e o que havia acontecido em sua vida. Também não deixou que o plano de saúde fornecesse o seu sobrenome a psicóloga, e colocou regras sobre os assuntos abordados em sessão, para que ela não descobrisse algumas coisas. Também não forneceu nenhum número de emergência, e pediu para que ao invés de contar sobre sua semana, que a psicóloga lesse em sua caderneta, onde ele anotava toda sua rotina e vida, com omissões.

Claire por sua vez sustentava a casa quase que sozinha, o marido estava desempregado, e ambos andavam brigando muito, mesmo com todas as tentativas dela de levantar aquela relação. Em uma das sessões Eduard perguntou sobre a vida de Claire, e convidou-a para jantar. Ela aceitou.

Eu vou parar de relatar por aqui, pois toda a trama do livro começa aí, a partir desse momento começamos a entender um pouco do mistério de Eduard. A Claire me incomodou um pouco, ela é extremamente antiética em alguns pontos do livro, por ser psicóloga ela não poderia ferir o sigilo dos pacientes, e assim ela fez. Ela precisa de terapia, o marido precisa de terapia e Eduard precisa continuar. Justamente por ela ter me incomodado tanto que eu amei o livro, afinal se um personagem te incomoda é porque o autor conseguiu passar o que ele precisava/queria. Sendo assim, eu só queria saber mais, e mais dessa trama.

Eduard e o marido de Claire também me incomodaram, Júlio (o marido) por sua incompreensão, e Eduard pela manipulação excessiva, pelo excesso de controle de tudo, mas provavelmente isso faz parte da patologia dele. Mas para mim, a estrela do livro é Claire. Estou esperando ansiosa a continuação. Parabéns Luciano sua obra é incrível. ❤


Onde comprar: Com o autor

RESENHA: LIVRO A FADA

“Antes de sair desesperada do quarto, tropeçando em ursinhos de pelúcia remendados, resolvi parar em frente ao espelho”. Esse trecho faz parte do primeiro capítulo do livro A Fada, escrito pela autora Carolina Munhóz, publicado pela Leya, e com 255 páginas intercaladas entre aventura e romance.

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Sinopse:Jovens costumam ganhar presentes caros, viagens ou festas surpresas em aniversários de 18 anos. Melanie Aine ganhou o falecimento do pai, o abandono da mãe, uma estranha tatuagem e a descoberta de que não era humana.
Como se tudo isso não bastasse, Melanie descobriu que faz parte de um mundo onde seres mágicos existem e que sua vida comum na enevoada Londres estava com os dias contados.
Agora ela terá de remexer no passado de sua família para descobrir que tem uma missão que lhe foi designada, encontrando um legado com segredos inimagináveis.
A única parte recompensadora dessa história parece vir do encontro com um bonito homem misterioso, oriundo de uma família de bruxos poderosos. No entanto, a relação dos dois caminha em uma linha tênue entre afeto e fúria.
Um afeto que pode levá-la à transcendência e à vida eterna.
Uma fúria que pode conduzi-la à morte e ao esquecimento.

Melanie Aine, ou mel, estava prestes a fazer 18 anos, e ganhou uma festa surpresa dos seus pais, após a festa teve uma conversa com seu pai, mas não imaginou que seria a ultima. Mel sentindo uma dor avassaladora no meio da noite, e em meio a queimações e tentativas frustradas de acordar, ela ouviu um grito intenso, masculino, era o seu pai.

 

Após a morte do pai, a mãe de Mel foi embora, deixando-a sozinha na casa que antes havia morado toda a família, mas antes deixou uma missão para a filha, que ela deveria cumprir sozinha, sem a ajuda dela, porém Mel não tinha ideia do que se tratava, apenas havia descoberto que era um ser mágico, e que assim como ela haviam outros, por ali e em outros mundos. Ela acabou entrando em uma espécie de depressão, e se não fossem o casal de amigos Olinda e Vincento, donos de um pub inglês, ela teria ficado totalmente desassistida, pelo menos era o que ela achava.

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Em meio a tentar descobrir sua missão, controlar seus poderes, acostumar com a ideia de ser uma fada, Mel encontra Arthur, um jovem lindo e que a atropelou e depois a salvou enquanto mel caminhava perdida pela estrada. Arthur era misterioso, lindo e perigoso, e logo após o encontro tumultuoso de ambos, eles entraram em uma história de paixão e ódio, porém além de todo o perigo da personalidade quase que dupla dele, ele também poderia ser a chave daquilo que Mel devia cumprir nesse mundo.

 

Todo o mistério que completa essa trama, vou deixar para vocês descobrirem, uma coisa eu digo para vocês, me surpreendeu. Eu achei sensacional, gosto bastante dessa temática mais adolescente, acho incrível como a autora deu um fundo mágico a essa transformação tão importante nessa fase da vida. A linguagem do livro é bem acessível e ele é facílimo e gosto de ler, você entra cada vez mais no mundo da Mel, e meio que se identifica, aliás todos nós já fomos adolescentes um dia, e tenho certeza de que há leitores adolescentes aqui também, e é possível se identificar em vários aspectos. Parabéns Carolina, eu amei o livro, e sua escrita é incrível. Estou louca para ler todos os outros livros.


Onde comprar: Amazon 

Resenha:  Livro O Casarão da Rua 62

“Era uma noite fria de inverno. As ruas estavam vazias”. Assim começa um livro que me surpreendeu em todos os aspectos. O Casarão da Rua 62 foi escrito pelo autor Caetano Cônsolo, publicado pela Scortecci Editora, e tem 138 páginas de suspense e especulações.

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Sinopse: Naquela manhã gélida, Marco leva consigo apenas uma mochila carregada de sonhos e pesadelos. Nas colinas enquanto o frio castigava os transeuntes, Marco observava as labaredas da lareira. Seu pensamento voava como o vento. Em sua mente flashes passavam como um filme em alta rotação. Os momentos felizes ao lado de Renata deixaram marcas profundas, mas a perda repentina do seu grande amor eram tão doloridas como punhaladas em seu coração. Marco não queria amar outra mulher. Em seu coração não existia mais espaço para outro amor.
Como um navegante em alto mar sem equipamentos de orientação ele entra em desespero. Com apenas uma mochila nos ombros ele parte rumo ao desconhecido em busca de respostas que possam acalmar seu coração.
Nessa longa viagem ele se depara com uma linda mulher e um grande mistério para desvendar. Trata-se do caso do Casarão da Rua 62.
Outras histórias de amores perdidos atravessam seu caminho. Entre essas histórias está o de uma garota do Sul do país que em sua inocência é fisgada pelo falso amor de um rapaz rico e atraente.
É um belo romance marcado por mistérios, tragédias, e amor incondicional.

Marco era um jovem estudante de Ciências Sociais que sonhava em mudar o mundo, na sala de aula, em suas longas observações aos colegas, logo percebeu Renata, alguém em que ele descreveu como “tão meiga, feminina, terna, amável que era capaz de refrigerar a alma do mais insignificante ser”.  Com o tempo os dois começaram a trocar olhares, e o destino/o professor juntou os dois para um trabalho acadêmico. Os dois tornaram-se amigos, e logo se apaixonaram e ficaram juntos, em um romance que já estava prestes a terminar. O pai da garota mudou-se do Brasil a trabalho, e levou a filha junto.

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Marco começou a se culpar por não ter impedido seu grande amor de partir, e na sua jovem inexperiência, acreditando que nunca iria se recuperar da perda da jovem que roubou seu coração, decidiu viajar pelo Brasil, procurando casos e histórias que também não haviam tido um ponto final, que eram um mistério, assim como o paradeiro de Renata.

Em suas andanças pelo país, encontrou o caso do Casarão da Rua 62, uma casa que havia várias histórias, supertições, e fantasmas que a população nem mesmo sabia se existiam de verdade. Marco decidiu investigar, sem medo, sem preconceitos, apenas um homem ávido por respostas, as respostas de outras situações, porque as próprias respostas ele considerava impossível. Nessa jornada ele conheceu duas pessoas importantíssimas, Jackeline(Garçonete durante o dia e prostituta durante á noite) e Luca (um velho agrimensor da região), ambos aliados, os únicos.

“Após caminhar cerca de três horas sem descanso, logo avistei o meu ponto de referência. Uma placa amarrada em uma árvore tinha os seguintes dizeres: AQUELES QUE AQUI VIERAM, FICARAM PARA A ETERNIDADE”.

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Eu amei esse livro, eu esperava pela sinopse um livro aterrorizante, de fantasmas e espíritos, mas o que encontrei foi um livro aterrorizante sim, mas sobre pessoas, maldade humana, ganância, egoísmo, política, tráfico de seres humanos. Mas também me deparei com a quebra de preconceitos, amor, amizade, lealdade e perdão. Com toda a certeza, um livro sem igual. Marco era jovem, imaturo, e acreditava que não poderia amar novamente, por conta disso deixou sua vida e seus pais para trás, enfrentou muita coisa e aprendeu do jeito mais duro que crescer e superar dói, mas que é libertador. Uma dica, leia esse livro e quebre os seus preconceitos, e tenha para si, que a maior mudança começa por nós mesmos.


Onde encontrar: http://www.asabeca.com.br

RESENHA: LIVRO PERDÃO, LEONARD PEACOCK

Na semana do meu aniversário, eu decidi começar a ler um novo livro, Perdão, Leonard Peacock, escrito por Matthew Quick, publicado pela Editora Intrínseca, e com 222 páginas de pura agonia e tristeza.

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Leonard é um adolescente de 17 anos, que mora praticamente sozinho, o pai e a mãe se separaram e ele saiu de casa, a mãe por sua vez foi para outra cidade investir em sua carreira de estilista, onde mantinha um relacionamento com alguém influente no mundo da moda.

Leonard era considerado um garoto diferente, com seus cabelos compridos, não era ligado a marcas, era inteligente e possuía uma pobre relação social.  Haviam quatro  pessoas que Leonard considerava seus amigos, Walt (seu vizinho, um senhor que ele passava os dias assistindo filmes sobre Bogart), Herr Silverman (professor de alemão que dá aulas sobre o Holocausto), Baback (um iraquiano que Leonard costumava ouvir tocar arco no auditório da escola) e Lauren (uma garota que ele encontrou nas ruas entregando panfletos sobre Jesus).

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No seu aniversário de 18 anos Leonard colocou uma P-38 (arma nazista que ganhou do seu avô, lembrança de guerra) e  4 presentes com embrulhos rosas na mochila (para seus 4 amigos), um quinto embrulho ficou na geladeira para a sua mãe, e seguiu seu caminho para entregar os presentes para os merecedores, matar Asher seu ex-melhor amigo e logo após se matar com um tiro na cabeça.

Durante todo o trajeto Leonard dá diversos sinais,para  as pessoas de quem ele gosta, de que iria tirar sua própria vida, era um misto de pedido de socorro inconsciente com uma pulsão incontrolável para concluir seu plano. E enfim, chegou a hora de matar Asher.

Eu vou parar de falar por aqui, eu tenho a impressão de que qualquer coisa que eu fale desse livro se transforme em um grande spoiler, esse livro é cheio de segredos. Foi um enredo muito bem construído, é como se pudéssemos viver a aflição de Leonard em cada capítulo, e o final é impressionante, a gente sente raiva com ele e tem vontade de colocar esse adolescente no colo e fazer um cafuné, porque afinal de contas era só um garoto incompreendido e sem nenhum apoio dos pais, mas ainda assim um adolescente normal. Gostei muito mesmo do livro. E não, eu não vou contar o que aconteceu com Leonard, vocês vão ter que ler o livro para saber.

RESENHA: LIVRO FRANKENSTEIN

“Os diferentes acidentes da vida não são tão mutáveis como os sentimentos da natureza humana”.  E assim iniciamos falando de um clássico da literatura. Frankenstein foi escrito pela autora Mary Shelley, e a edição que eu tenho é uma Deluxe Edition da Darkside, com 304 páginas, divididas entre a principal obra da autora, e alguns outros trabalhos dela.


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Sinopse:A Edição Definitiva De Uma Obra-Prima Do Terror. Duzentos anos após sua criação, Frankenstein continua vivo – e mais atual do que nunca. Conheça a história original, com toda a sensibilidade e o terror que o cinema nunca conseguiu mostrar. Um cientista obcecado que desafia as leis da natureza e põe em risco a vida daqueles que ama. Uma criatura quase humana que deseja ser um de nós, mas só encontra medo, ódio e morte pelo caminho. A obra-prima de Mary Shelley que deu origem ao terror moderno está de volta, numa edição monstruosa como só a DarkSide® Books poderia lançar: capa dura, tradução primorosa, ilustrações inéditas do artista brasileiro Pedro Franz, além de quatro contos extras que versam sobre o mesmo tema do romance. Impresso em duas cores: preto e sangue. Um livro que todos deveriam ler e reler ao longo da vida. A edição definitiva para se guardar para sempre. Frankenstein é um dos primeiros títulos da coleção Medo Clássico, sempre com texto integral, extras, notas e ilustrações exclusivas de renomados artistas brasileiros, em um projeto feito de fã para fã por quem ama e reverencia os grandes mestres da escuridão.

Victor Frankenstein nasceu de um jovem casal aberto ao mundo, gostavam de viajar, e de proporcionar o melhor ao filho, quando adotaram Elizabeth decidiram fincar raízes, e tiveram mais dois filhos. Victor era um garoto encantador e desde cedo mostrou grande interesse ao estudo da filosofia natural, quando ainda era adolescente os pais o incentivaram a ir estudar na Alemanha, porém, antes de sua partida a mãe morreu. Após, ele embarcou, ainda em luto, para sua nova jornada. Lá ele conheceu grandes mestres, e estudo frequente e a curiosidade , juntamente com sua dotada inteligência, fizeram com que ele criasse uma certa obsessão por dar vida a seres inanimados. Em sua busca desenfreada, achando que estaria fazendo um grande bem para humanidade, se afastou dos colegas, professores e tão pouco escrevia cartas para a família.

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Quando acabou sua “obra” e o ser ao qual ele havia criado despertou, causou nele uma enorme repulsa, misturado ao medo, e com toda a negligência deixou que sua criatura escapasse e aprendesse sobre o mundo sozinho. Logo, Victor ficou muito doente, foi cuidado por seu melhor amigo, e voltou a sua terra natal com a notícia de que seu irmão mais novo havia tido uma morte estranha.

Quando ele reencontra-se com sua criação, passa a conhecer a difícil história daquele ser, que teve que se virar sozinho, com todo o horror que era dirigido a ele pelos poucos que o viam. Porém, o que era de certa forma malvado dentro dele, foi alimentado pela sociedade da época. Assim, com algumas tragédias nas costas, Victor inicia uma caçada por justiça.

Paro de me estender aqui sobre tudo que acontece depois, que não são poucos fatos, pois diferente de tudo que vimos em filmes sobre esse escrito, não chega aos pés e aos detalhes da leitura. Aliás, eu nunca havia parado para analisar essa história com tanto afinco. Frankenstein é uma escrita antiga, porém com reflexões totalmente atuais. A autora fala sobre preconceito, compaixão e sobre o  bem e o mau, onde nem todo ser é extremamente mau ou bom, sendo o criado ou a criatura, porém o que você escolhe fazer com determinado acontecimento é que vai direcionar você a consequência final, afinal a opção é sua sobre que lado ficar. Eu simplesmente amei o livro, e deixo aqui um pedido para que você o leia também, a reflexão sobre o ser é sempre bem vinda.

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Sobre os outros contos: Confesso que desanimei ao ler os dois primeiros “Valério” e “Roger Dodsworth”, e quase achei que não valia a pena a leitura dos próximos, porém gostei muito mesmo de “Transformação” e “O imortal mortal”. Aliás, se você já leu, me conta sua opinião aqui embaixo.

PROJETO ESTANTE NACIONAL

Olá, pessoal! Estamos de volta com o Estante Nacional, um projeto idealizado pelo GBU – Grupo Blogueiras Unidas, que tem como objetivo divulgar um autor nacional todo mês. Já passaram pela nossa Estante o Lucinei M. Campos, a Malu Simões, a Suzana Chaves, a Nuccia de Cicco, a Judie Castilho, a Aline Cabral e a Juliana Daglio.

Este mês a autora convidada foi a Evelyn Santana e além dos blogs componentes do GBU (As 1001 Nuccias, Clube do Livro e Amigos, CuraLeitura e Entre Livros & Pergaminhos), alguns blogs parceiros da Evelyn também participarão. São eles: Biblioteca de OpiniõesCupcakeland, Lendo com a Brunney, Livros da Beta e Livros em Retalhos.

Conheça um pouco sobre a autora e suas obras.

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RESENHA : LIVRO ACREDITE EM MIM

Será que somos vítimas da nossa própria sorte? Começamos o livro de hoje nos perguntando isso. Acredite em mim foi escrito pela autora Bella Borges, publicado pela Editora Kazuá, e tem 212 páginas de uma história encantadora.

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Sinopse: Acredite em Mim não é apenas o nome do seu livro, é um chamado para vida jovem que se dividem entre o medo da mudança e a carícia do vento. A escritora Bella Borges conduz o leitor para uma escrita cheia de emoções. Com um olhar sensível, pitadas de romantismo o livro é um convite para quem aprecia uma história de amor. O texto possibilita que o leitor possa ponderar sobre amizade, confiança e família. O enredo apresenta uma rede emaranhada de conflitos, deliberações e escolhas que nos identificam como ser humano. Escrito em primeira pessoa, a protagonista Ronie se destaca seu lado sincero e a sua veracidade. Os outros personagens também são bem construídos, sendo peças fundamentais da história. A autora nos demonstra que todo o final pode ser o começo para algo e repleto de surpresas; navegar no infinito ainda é possível para Bella Borges.

Ronie é uma jovem adulta de 21 anos, formada em Letras, inteligente, tímida, introvertida e extremamente quieta, ao menos por fora. Mora com a avó e a irmã de 17 anos, perdeu os pais quando tinha 7 anos. Ela e os  pais estavam passeando de barco quando uma tempestade aconteceu, e a embarcação acabou virando.

Ronie tem medo de barcos e do que eles podem tirar dela. Cresceu sendo conhecida por toda a cidade, mas não de uma maneira positiva, não pelo menos para ela. Ela era conhecida como uma sobrevivente, porém ela não considerava sorte ter ficado viva, afinal ela tinha perdido o que tinha de mais valioso. A partir de toda essa “fama” ela ficou um pouco traumatizada, não só com barcos, mas com pessoas, odiava exposição, quase não saia em público, e quando as pessoas olhavam para ela na rua, ela sempre achava que não era positivamente. Por conta do comportamento introspectivo ela começou a ser chamada de estranha. Com uma autoestima extremamente baixa, seus únicos companheiros eram o livros, a avó e a irmã Jane.

 

 

Um certo dia, com todo seu charme, Jane fez um chantagem emocional e levou Ronie em um campeonato de barcos. Nesse dia, Ronie viu competindo uma pessoa que mudaria sua vida, Daniel Miller, um dos maiores  e mais famosos campeões de corrida de barco, menos para Ronie, que  não estava muito por dentro desse tipo de competições. Depois de uma troca de olhares, os caminhos desses dois jovens começaram a se cruzar o tempo todo, no restaurante, nas festas, no parque, no café. Eles começaram a se falar e se encontrar, e começaram a partir daí uma história de amor, amizade, companheirismo, união e superação.

Ronie se vê frente a tudo que nunca imaginou estar, romance, exposição pessoal, valor e o mais importante, frente a superação dos seus traumas. Claro que estar a frente de todos esses obstáculos emocionais são somados a obstáculos externos, como a mãe de Daniel, a exposição a inveja, e a alguns elementos a mais que não vou relatar aqui, porque quero muito que vocês leiam esse livro. Daniel se mostra base importante para evolução da nossa protagonista, ela cresce, amadurece, se reinventa e se supera. Os outros personagens são de extrema importância também, como a irmã de Daniel, que se torna uma grande amiga de Ronie, e Jane que amadurece durante toda a história, se tornando uma das pessoas mais compreensivas com Ronie, não desistindo dela nunca.

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Bella nos leva a refletir nesse livro, que não importa o que aconteça, nosso destino muda conforme a maneira que olhamos para os acontecimentos. Eu posso ver as coisas somente como um caos, me encolher e dizer “adeus mundo” ou, eu posso tentar ver o que posso aprender com cada situação, levantar e seguir em frente, claro que muitas vezes não conseguimos esse feito sozinhos, a compreensão de quem está ao nosso lado é fundamental. Porém, o destino é nosso, e o que vamos fazer com ele a partir daí está nas nossas mãos. Eu amei Acredite em mim, é uma leitura leve, gostosa, e apesar de todo o drama, de algumas lágrimas rolarem, você também vai dar muitas risadas. Foi apaixonante viver essa história junto com a Ronnie. Obrigada Bella, seu livro é incrível.

 


Bella Borges também escreveu Capuleto, um livro sem igual, que você pode conferir a resenha aqui.